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VIAGEM
Arrebata-me
o vento
resisto e me agarro
a momentos,
como a árvores.
Tropeço em indagações,
como em pedras.
O teu nome em vão pronuncio,
O vento leva os meus cicios
e não me achas.
Vou-me embora
e, por ir no vento,
não deixo pegadas.
Não lamentes
por meu amor ausente.
Espero rever-te
em Pasárgada!
Marise
de Sousa
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