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POEMA
DO ADEUS
Adeus,
amor. Sigo em paz!
Nos meus braços já não estás.
Os sonhos meus dizem de adeus...
e os beijos teus não tenho mais.
Quisera, amor, reter-te sempre
no mesmo instante do primo beijo.
Eterna amante e ternamente
era o meu ensejo.
Mas sinto o frio da tua ausência
e choro saudades
de tanta dor. Ai, amor...
Por que me vou?
Se ainda não é tarde?
Cerro os meus olhos
Para ver melhor o teu sorriso.
É do que eu preciso
Para não partir.
Toma-me nos braços!
Acorda-me com beijos!
Não quero ir.
Marise
de Sousa
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