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FUGA
Não
escrevo!
A poesia me foge...
exalada pelos poros,
derramada dos meus olhos,
escapando pelos dedos.
Transformada em sentimentos,
sem sentido ela desaba...
E, se penso que a encontro,
é aí que ela se acaba.
De tanta poesia perdida
recupero a principal
aquela que se fez vital:
a poesia dos gestos,
das mãos nas mãos,
a que não tem respostas,
nem porquê...
Marise
de Sousa
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